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Reciclável x Reciclado

Você sabe qual a diferença entre reciclável e reciclado?

Parece óbvio a diferença entre o que é reciclável e o que é reciclado, certo? Mas as vezes nos confundimos com essas palavras e as usamos de maneira não muito correta.

Reciclável, no dicionário é um adjetivo, e trata da característica ou qualidade do material passar pelo processo de reciclagem, ou seja, de ter capacidade de ser recuperado e retornar ao processo produtivo para ser transformado em um novo produto e utilizado novamente.

Portanto, um material reciclável é aquele que possui potencial para ser reciclado e que dada as suas características, poderá retornar ao processo produtivo depois de ter passado por uma reciclagem. Por exemplo, alumínio é reciclável, pois é passível de ser utilizado novamente após o processo de recuperação, inclusive retornando até como o produto original. Por exemplo: lata de bebida que retorna como lata de bebida.

Reciclagem, no dicionário, é ação ou efeito de reciclar, recuperar, de reutilizar ou de dar novo uso a algo já utilizado: os materiais serão reaproveitados com técnicas de reciclagem.

Já reciclado, vem do verbo reciclar, e significa que aquele material foi recuperado, ou seja, já passou pelo processo de reciclagem, recuperação. Por exemplo, se um produto é classificado como sendo de material reciclado, ele já passou por um processo produtivo e agora está retornando ao consumo. Isso pode ser infinitamente para alguns materiais (como alumínio, vidro ou aço) ou finito para outros (como alguns polímeros plásticos), uma vez que podem perder características importantes em cada processo de reciclagem.

Muitas vezes depois de reciclado, o material volta a ser comercializado em um ‘nível inferior’ de utilização ou de qualidade se comparado ao que foi concebido inicialmente. Plásticos reciclados podem retornar como conduítes ou então sacolinhas que viram vasinhos. Mesmo assim, utilizar produtos que são reciclados, significa não extrair matérias primas e mais recursos do meio ambiente e se torna uma importante contribuição para redução dos impactos.

Além disso, mesmo sendo reciclável e passível de ser reciclado, pode ser que um material não retorne a cadeia produtiva, simplesmente, porque sua logística de retorno é custosa. Isso acontece com o isopor que é reciclável, porém não é reciclado.

Portanto, nem tudo que é reciclável é reciclado, e infelizmente isso é uma realidade assustadora no Brasil. Apenas 3% da produção total de resíduos sólidos urbanos no Brasil é reciclada, sendo que  poderia chegar até 30%, uma vez que essa é a porcentagem de material com características para ser reciclado.

Para reverter essa lógica um dos caminhos é ter um consumo mais consciente e optar por embalagens que são recicláveis e recicladas, como alumínio, ou então que podem ser compostadas, como é o caso de algumas embalagens de papel ou mandioca.

Ter embalagens feitas de materiais que são recicláveis é fundamental, porém o mais importante ainda é fomentar a cadeia de reciclagem e logística reversa para que esses materiais sejam efetivamente reciclados.

Ainda há um grande caminho a ser percorrido, inclusive referente a tributação dos produtos reciclados e os custos de materiais primas virgens de alguns materiais, por isso é fundamental a consciência no consumo. Recusar utilizar embalagens de uso único (inclusive isopor), optar por materiais recicláveis e reciclados, pode ser um bom início. 

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World Clean Up Day! Bora limpar o planeta?

O World Clean Up Day é o dia Mundial da Limpeza. Um evento que acontece internacionalmente promovido pela Let´s Do It World, uma organização global que reúne mais de 150 países.

Em 2019 o World Clean Up Day aconteceu em 180 países e teve a participação de mais de 21 milhões de voluntários. https://www.worldcleanupday.org/

Esse ano a data escolhida será amanhã dia 19 de setembro. É um dos maiores movimentos cívicos do mundo em prol do planeta.

A ideia começou na Estônia, em 2008, quando 50 mil voluntários durante 5 horas se uniram para limpar o país. A partir desse dia uma chama acendeu e esse movimento começou a se tornar global, inspirando outras pessoas ao redor do mundo a fazer o mesmo.

O Dia Mundial da Limpeza aproveita o poder das pessoas ao redor do mundo para realizar coisas incríveis, mostrando que cada ação conta e faz toda a diferença.

Vamos nessa?

Você pode participar de diversas formas, tanto de maneira coletiva em alguma ação que acontecerá na sua cidade, como de maneira individual na sua casa, bairro ou família. Pode ser coletando resíduos, limpando uma praça, fazendo uma composteira doméstica ou até realizando uma limpeza digital.

Isso mesmo, Limpeza Digital!!!

Imagina a quantidade de lixo digital armazenado nos nossos smartphones, tablets, laptops, PCs e servidores. Excluindo arquivos desnecessários, aplicativos que não utilizamos, fotos e videos duplicados,  estaremos aumentando a vida util dos nossos aparelhos, economizando recursos e reduzindo emissão de gases de efeito estufa.

“A pegada de carbono da Internet e dos sistemas que a suportam é responsável por cerca de 3,7% das emissões globais de gases do efeito estufa, o que é semelhante à quantidade produzida globalmente pela indústria aérea. Alguns estudos estimam que em uma década a rede da Internet produzirá 20% dos gases de efeito estufa do mundo.”

E além da limpeza digital, outro ponto importante e que faz toda a diferença é praticar a separação do lixo em casa. Você faz isso? Se não, bora começar? Amanhã será um ótimo dia para isso!

A separação dos resíduos em casa é o primeiro passo para conseguirmos dar a destinação adequada a eles. Pense nisso!

Comece separando o reciclável, do material orgânico e do rejeito. Também é importante ter atenção ao óleo usado em casa e aos resíduos eletrônicos. Cada material tem uma destinação específica, pode dar até um pouco de trabalho, mas vai valer a pena. Cada contribuição e atitude contam e fazem toda a diferença.

Aqui no Brasil o movimento é liderado pelo Instituto Limpa Brasil. https://www.limpabrasil.org/

O mais importante é fazer sua parte e mensurar os resultados. E, se puder, registre sua atitude em uma foto com os três dedos pra cima fazendo um ‘W’, publicando nas redes sociais com as hashtags  #threefingersup #worldcleanupday #eucuidomeuquadrado

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Você já ouviu falar de compostagem?

Compostagem é o nome dado ao processo que transforma materiais orgânicos em adubo.

É um processo que pode ser usado para garantir a circularidade de resíduos orgânicos produzidos nas cidades, por exemplo.

Seria como a ‘reciclagem’ desses resíduos, uma vez que eles depois de ‘descartados’ entrariam novamente no processo produtivo de alimentos, como adubo, fechando assim o ciclo. Sendo que isso pode acontecer indefinidamente, desde que esses resíduos orgânicos sejam separados na fonte onde são produzidos.

A compostagem é uma metodologia para a destinação adequada dos resíduos que tem sido cada vez mais utilizada e discutida e não poderia ser diferente, uma vez que 50% dos resíduos que produzimos são resíduos orgânicos.

Existem diversos tipos de compostagem dentre eles a compostagem seca ou termofílica e a vermicompostagem. Cada uma das técnicas tem sua particularidade e podem ser aplicadas em diferentes situações.

Tanto o processo de compostagem seca quanto o da vermicompostagem acontecem por microrganismos, a principal diferença entre eles é que na vermicompostagem o processo é acelerado devido a presença de minhocas.

As minhocas se alimentam da matéria que ao passarem pelo seu trato digestivo delas ficam cheias de muco. Esse muco é composto por microrganismos que promovem a degradação dos resíduos orgânicos transformando-os em húmus, nesse caso, húmus de minhoca.

Na compostagem seca também ocorre a degradação dos materiais orgânicos através de microrganismos como fungos e bactérias porém não há a presença de minhoca.  Nesse caso, por conta da atividade dos microrganismos acontece aumento de temperatura.

O processo de compostagem não produz odor, portanto, caso isso esteja ocorrendo alguma coisa está errada e principalmente pode estar atrelado a quantidade de umidade ou material seco utilizado na composteira.

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Entendendo mais sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010) apresenta diversos objetivos, princípios e instrumentos que devem ser considerados para uma adequada gestão dos resíduos sólidos urbanos e sua responsabilidade compartilhada entre todos os integrantes da cadeia produtiva.

Um dos instrumentos para fomentar a Logística Reversa e o retorno de embalagens pós consumo ao ciclo produtivo apresentados na Lei e descritos pelo Decreto regulamentador (7.404 de 23 de dezembro de 2010) são os Acordos Setoriais.

Como descrito, no artigo 19 do Decreto, os acordos setoriais são atos de natureza contratual, firmados entre o Poder Público e os fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, visando a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.

Segundo a Lei os acordos podem ser iniciados por fabricantes, distribuidores ou comerciantes e serão avaliados pelo poder público para sua aprovação.

Pela PNRS, no Artigo 33, são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: I – agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso (…) II – pilhas e baterias; III – pneus; IV – óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; V – lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; VI – produtos eletroeletrônicos e seus componentes. 

Além disso, no parágrafo 1º do mesmo artigo, a obrigatoriedade é estendida para produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, e a outros produtos e embalagens que causam impacto a sáude pública e ao meio ambiente.

Desde de a promulgação da lei em 2010, diversos foram os acordos setoriais criados.

Atualmente os acordos setoriais implantados são:

– Embalagens de agrotóxicos;

– Pneus;

– Pilhas e baterias;

– Embalagens plásticas de óleos lubrificantes;

– Oléo lubrificante usado ou contaminado;

– Embalagens em geral;

– Lâmpadas fluorescentes.

No link que segue é possível ver mais informações a respeito dos acordos setoriais implantados.

https://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/residuos-perigosos/logistica-reversa/sistemas-implantados.html

Existem alguns acordos setoriais em implantação como o de eletroeletrônicos, por exemplo, além de outros termos e decretos que são outros instrumentos previstos na legislação.

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Saiba o que é logística reversa e porque ela é tão importante.

Há alguns anos atrás o termo logística reversa era um tanto quanto distante do nosso diálogo informal diário, atualmente são palavras que escutamos com cada vez mais frequência.

E me diz, você sabe o que significa? Logística acredito que sim, mas e a reversa?

Bom, a logística apenas como conhecemos, é o processo de gerenciamento do transporte, armazenamento e distribuição eficiente de produtos. Essa área administrativa faz com que as mercadorias saiam dos fabricantes e cheguem até as gôndolas do supermercado para que possamos comprar. Diversos outros tantos produtos que consumimos como combustível, medicamentos e outros precisam de uma logística para que consigamos efetuar sua compra ou consumir algo.

Mas e a logística reversa, o que seria?
Basicamente a logística ao contrario, certo? rsrsrs

Em certa medida sim, vamos tentar te explicar melhor, entendendo o que a legislação diz.

O que diz a Lei

A logística reversa está prevista em lei, mais especificamente na Lei 12305 de 02 de agosto de 2010, conhecida como a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS. Lei ordinária que demorou 21 anos para ser elaborada e a 10 anos está em vigor. A lei apresenta princípios, objetivos e instrumentos, bem como fala sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis.

De maneira geral a Lei traz a responsabilidade compartilhada entre os diversos atores da cadeia, se preocupa com a questão dos catadores, aponta para o caminho da economia circular e para uma produção mais eficiente e sustentável.

Na legislação a logística reversa é caracterizada no Artigo 3º, item XII como instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

A logística reversa como tratada na lei é abordada de maneira ampla e aponta a necessidade do retorno dos resíduos para o reaproveitamento pelas empresas como matéria prima novamente, ou seja, de maneira simples trata-se do retorno dos materiais consumidos nas embalagens como plástico, alumínio ou vidro, por exemplo, para o processo produtivo, voltando a ser embalagens ou então outro produto constituído por esses materiais.

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E agora? Como reduzir os meus resíduos?

Em um post anterior perguntamos sobre a produção do seu lixo e apresentamos um cálculo para você estimar a quantidade produzida de cada tipo de resíduo em casa.

Nesse post agora, vamos apresentar algumas dicas para você sobre como reduzir sua produção de resíduo em casa.

A quantidade do nosso resíduo produzido está muito relacionada aos nossos hábitos tanto de consumo, como de organização e tarefas da casa.

Fazer um planejamento do seu consumo de alimentos perecíveis é fundamental para reduzir sua produção de resíduos na cozinha.

Esse planejamento também pode servir para o consumo de produtos de limpeza e higiene e pode fazer grande diferença no bolso, além de ajudar o meio ambiente.

O ideal é se planejar para atacar a questão na fonte! Então antes de ir as compras, verificar o que precisa ser comprado e fazer uma lista pode ser uma atitude e um hábito de economia e de redução dos desperdícios.

Se você cozinha bastante em casa, o que pode ajudar muito nesse momento é fazer um cardápio para as refeições, e manter a sua geladeira e dispensa organizadas, vai facilitar muito para visualizar os alimentos que você tem para utilizar, evitando compra em excesso e que estraguem por falta de consumo.

No banheiro, pode não parecer, mas utilizar papel higiênico de folha dupla ajuda a reduzir o consumo.

Outro ponto importante para a redução de rejeito produzido no banheiro é a substituição de absorventes e fraldas descartáveis por alternativas laváveis. Hoje em dia a tecnologia ajudou muito o desenvolvimento de produtos seguros e confortáveis.

Ainda no banheiro é importante estar atento as embalagens recicláveis, que devem ser separadas!

Já no quintal, os pets podem também ter atitudes sustentáveis ao utilizarem tapetes higiênicos laváveis. E na lavanderia, uma alternativa para reduzir o consumo e geração de materiais plásticos é optar por produtos que são concentrados.

Um ponto crucial para a redução significativa da entrada de plásticos em casa é optar pelo uso de sacolas duráveis durante as compras ao invés de sacolas plásticas e escolher por produtos vendidos a granel ou em embalagens retornáveis, também pode ajudar bastante. É importante olhar os rótulos das embalagens, muitos fabricantes apontam nos produtos quais materiais as constituem e se são recicláveis ou não. Opte sempre por materiais recicláveis e que tenham uma maior possibilidade de serem reciclados.

Enfim, parece muito coisa né? Mas aos poucos, e passo a passo, mudando pequenos hábitos, você vai perceber significantes reduções no consumo e enorme contribuição para o meio ambiente 🙂 O mais importante é começar!

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Vamos calcular a quantidade de resíduo que você produz.

No post anterior fizemos várias perguntas a respeito do seu lixo, para que você conseguisse avaliar sua produção e analisasse onde poderia reduzí-lo.

Nesse post vamos realizar um exemplo de cálculo para que você consiga quantificar quanto de lixo produz e de que tipo.

Agora que você já levantou quanto você produz de volume de resíduos na cozinha, nos banheiros e no quintal e também já anotou quantas vezes por semana você destina para a coleta pública e para a coleta de recicláveis, é simples, vamos fazer uma tabelinha para te ajudar com um exemplo:

Nesse exemplo de cálculo, a produção ocorre na cozinha, banheiro e quintal/lavandeira. Sendo retirados por semana: 4 sacolinhas de mercado na cozinha (40 litros), 2 sacolinhas no banheiro (20 litros) e 2 sacolinhas no quintal/lavanderia (20 litros). Como o mês tem 4,5 semanas, multiplicamos o valor semanal de 80 litros pelas semanas e obtemos 360 litros de lixo por mês e 4320 litros de lixo por ano.

Agora vamos calcular os recicláveis. Considerando que tudo o que é reciclável armazenamos no mesmo lugar, na cozinha.

Para os recicláveis o cálculo ficou mais fácil. No exemplo, considerou-se 35 litros produzidos por semana, que multiplicados por 4,5 semanas são 157,5 litros no mês e 1890 litros no ano.

Se você se identifica com essas quantidades, você e sua família produzem um total de 517,5 litros de resíduos por mês ou 6.210 litros de resíduos em um ano. Isso é o equivalente a um pouco mais que 6 caixas d’água de 1000 litros, bastante né?

No exemplo calculado, a parte dos recicláveis são 1890 litros do total de 6210 litros, ou seja 30% e o restante, 70% são os resíduos que foram classificados como rejeito.

Se você já separa e destina de maneira adequada os materiais recicláveis, que são os 30% isso já é muito bom!

Mas se analisarmos com atenção os 70% que classificamos inicialmente como rejeito, conseguimos dar uma destinação adequada para pelo menos 50% desse material. Esse volume corresponde principalmente ao material orgânico proveniente da cozinha.

Assim como as embalagens podem ser recicladas e entrar novamente na cadeia produtiva, o material orgânico também pode ser ‘reciclado’ e retornar para ser utilizado novamente. E como isso? Através da compostagem que vai transformar o material orgânico em composto e fertilizante líquido.

Você acha que não está preparado para fazer compostagem? Tem dúvidas, receios e insegurança? Continue nos acompanhando, te ajudaremos a transpor essas dificuldades para destinar uma maior quantidade de resíduos que produz para a destinação adequada, além de dicas para diminuir o volume dos resíduos.

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Você sabe quanto lixo produz?

Como saber quanto de lixo você produz e como fazer para reduzí-lo.

Nesse período em que estamos reclusos ou com nossas atividades sociais limitadas, nossa casa se tornou um grande refúgio. E com nosso universo bastante reduzido ao lar, passamos a observar coisas que antes não eram tão percebidas, como a produção do nosso resíduo, por exemplo.

Em média um cidadão urbano, produz de 1,2 quilos de lixo diariamente, e talvez muito por conta da nossa vida social, trabalho e alimentação fora, não percebíamos tão nitidamente isso, uma vez que íamos deixando nosso lixo por ai.

Mas em casa não temos como ignorar ele, não é mesmo? E o mais legal é que podemos analisar, calcular e mudar pequenos hábitos que podem nos ajudar e muito a reduzir nosso volume de resíduo.

Para conseguir quantificar seu lixo, elaboramos algumas perguntas.

1- Em quantos tipos você separa seu resíduo? Ex: reciclável e rejeito ou reciclável, orgânico e rejeito.

2- Quantas vezes por semana você cozinha em casa?

3- Quantas vezes por semana você retira o lixo da sua casa para a coleta? Quantas vezes são retirados os recicláveis e o rejeito?

4- Quantos banheiros você tem em casa e quantas vezes por semana você retira o rejeito?

5- Você tem quintal? Tem pets? Quantas vezes por semana você limpa e retira esse rejeito?

Respondendo as perguntas e acompanhando nosso próximo post você vai conseguir ter uma estimativa do quanto de lixo você produz.

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Pegada Ambiental

Já parou para pensar na sua pegada ambiental ou pegada de carbono?

A pegada de carbono é uma métrica que avalia o impacto das atividades humanas  no mundo.

Esse cálculo relativiza  as ações em emissões de dióxido de carbono (CO2) equivalente. Vichi complicou? Bora descomplicar…

E por que o CO2? Por ser um importante gás do efeito estufa que é emitido em quase todas as atividades que realizamos: como transporte, alimentação, produção etc. E está diretamente relacionado ao nosso consumo e estilo de vida.

O aumento constante desse gás na atmosfera é o grande responsável pelas alterações climáticas que vivenciamos hoje e que sabemos que no futuro tende a ser pior.

E O QUE VOCÊ TEM A VER COM ISSO? TUDO!!!!

Você pode reduzir seus impactos no mundo, reduzindo sua pegada de carbono!

Mas antes disso, que tal saber o quanto você emite, já parou para analisar?

Existem sites que disponibilizam uma calculadora  para realizar esse cálculo e alguns direcionam para compensação financeira disso ou  plantio de árvores.

A ideia aqui é fazer com que você pare e pense em tudo que influencia a sua pegada de carbono.

Mas já dando spoiler antes de você calcular sua pegada na sua rotina, os seus hábitos de consumo e o que você faz com o seu lixo doméstico são pontos que influenciam nas suas emissões de carbono.

Aqui são alguns sites que possuem ferramentas de cálculo da pegada de carbono.

https://www.iniciativaverde.org.br/calculadora/index.php

http://www.neutralizecarbono.com.br/calculadoradecarbono/

https://www.carbonfootprint.com/

No site da WWF existem alguns materiais interessantes sobre esse tema.

https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/pegada_ecologica/

E ai, vamos repensar e agir agora para um planeta mais limpo?

Pequenas mudanças, grandes efeitos!!!

Estamos em uma situação atípica, reconstruindo toda a nossa relação com o mundo, com o trabalho, com a casa, com o consumo… Que tal reconstruir a sua relação com o lixo e seus impactos no mundo? Que tal melhorar a sua consciência ambiental? A separação do lixo em casa pode parecer difícil mas não é. Tratam-se de pequenas mudanças no comportamento que vão se tornando um hábito.

Ter lixeiras específicas para cada resíduo facilita muito a separação. O mundo ideal seria ter três lixeiras para a separação do lixo em casa em reciclável, orgânico ou compostável e rejeito.

Caso não tenha espaço na cozinha (local onde principalmente produzimos resíduos e onde recomendaria a colocação das lixeiras), tente colocar um pequeno recipiente na pia para os restos orgânicos e outra lixeira na cozinha para os recicláveis. A ação muda na hora do descarte!!! Inicialmente pode parecer difícil, mas depois se torna automático!!!

Algumas dicas podem ser boas para inicio de jornada:

– Para fazer a limpeza de alguns materiais recicláveis antes de colocar na lixeira não precisa usar muita água. Coloque no fundo da pia e deixe a água da louça cair sobre as embalagens e o excesso de produto sai. Faça isso com embalagens de iogurte e requeijão, por exemplo.

– Para embalagens de molho fazer uma ‘dupla’ lavagem, significa colocar um pouco de água potável na embalagem e sacudir, liberando o restante de produto que ainda fica grudado na embalagem, fazer isso por duas vezes é bastante eficiente. Essa mistura de água e molho pode ser utilizada durante o aquecimento do produto!